⇨ VENEZA ⇦
Uma das impressões mais comuns que se tem ao chegar a Veneza é que se está em uma cidade de outro mundo, criada por uma civilização de outra galáxia. Veneza fica na Itália, mas às vezes você se esquece que está no país, pois a cidade não se parece com o resto da Bota. Aliás, ela não se parece com nada no planeta.
Uma cidade flutuante, erguida no meio de um lago, com ruas aquáticas onde veículos (o que inclui ambulâncias, carros funerários, ônibus etc.) são barcos, tudo circundado por vielas, becos, pontezinhas e praças com todos aqueles dourados e surpreendentes detalhes escondidos em sua arquitetura bizantina. Tudo fruto da miscelânea de povos que passaram pela cidade, que foi importante ponte entre Ocidente e Oriente.
Veneza é muito mais que cafés caros, gôndolas de um gosto romântico discutível e cheiro ruim no verão (problema, aliás, cada vez mais raro graças ao trabalho de saneamento dos canais). Veneza é uma amostra de onde a criatividade do homem pode chegar. E ela inspira criatividade. Perca-se nela e fotografe, sonhe, namore. Encante-se.
A cidade dos canais e das gôndolas dispensa apresentações, e, sem dúvidas, oferecerá uma experiência diferente de qualquer outra que você já teve na sua vida. Lá, tudo muda: os sons, as luzes, as cores… Tivemos os prazer de passar três dias explorando Veneza e saímos maravilhados com esta que é, certamente, a cidade mais especial (e talvez a mais romântica) do mundo. Confira as dicas e fotos, descubra quais são os principais passeios de Veneza e as melhores formas de explorar a “jóia da coroa” da Itália.
Agora vamos ao que interessa: os melhores passeios e pontos turísticos de Veneza
Rialto
A Ponte di Rialto é de uma beleza extrema, e, assim como a Ponte Vecchio em Florença, funciona não somente como um meio para cruzar o Grande Canal, mas também como uma espécie de shopping center, pois é repleta de lojas. Esta ponte, que é um dos principais pontos turísticos de Veneza, é a mais velha cruzando o Grande Canal, uma jóia da arquitetura, construída originalmente em madeira, por volta do século XII. Após vários colapsos, a ponte foi reconstruída em pedra em 1591, em um estilo parecido com a original.
A Ponte di Rialto está sempre lotada de turistas e venezianos, e tem três vias: a central, que não oferece vistas do Grande Canal, e as duas laterais, com escadas e rampas em cada lado, de onde é possível ter vistas dos lados diferentes do canal. Existe um lugar super legal onde sentar para tomar um drink e até mesmo um aperitivo ou uma refeição, enquanto se aprecia a beleza de Veneza e o movimento das gôndolas e dos barcos. É logo abaixo da ponte (não literalmente, claro) ao lado da subida do lado esquerdo (se você tem a direção da Piazza San Marco nas suas costas). As bebidas não são baratas, e uma cerveja de 300ml pode custar 7 euros, mas, é claro, você não estará pagando somente pela cerveja, mas pela vista privilegiada da ponte e do canal.
Gueto Judáico
Um dos melhores passeios de Veneza, o Gueto Judaico é uma área de charme único, além de ser considerado o point da noite de Veneza (apesar de não ir até muito tarde) onde turistas, locais e estudantes se sentam à beira do canal que corta o distrito para aproveitar o melhor da comida e da bebida venezianas. A área é repleta de prédios de importância histórica para os judeus que vivem lá desde os tempos da República, e lá você encontrará restaurantes e lanchonetes servindo comidas e doces típicos judaicos. O ponto central do gueto é a praça Ghetto Nuovo, onde, durante a tarde, independente do dia, crianças e suas famílias brincam, enquanto os adultos degustam uma bebida no bar-restaurante. As ruas têm um cheiro suave de lavanda, delicioso, e também de roupa limpa, já que, às vezes, os moradores estendem suas roupas nos varais que cruzam os canais de um lado ao outro.
Piazza San Marco
A praça de São Marcos, possivelmente a mais famosa do mundo, é de uma magnificência incomparável, um daqueles lugares que faz você se perguntar: ” Será que eu estou realmente aqui?”. A paisagem da praça é dominada por monumentos diferentes, como a Basílica de São Marco, a Campanile (torre que abriga os sinos da basílica), o Palazzo Ducale e a Torre do Relógio. A praça é o centro turístico da cidade, e, por este motivo, está sempre lotada. Outro elemento que não passará despercebido são os majestosos prédios que cercam a praça, conhecidos como Procuratie, construídos originalmente para abrigar os escritórios do procurador da cidade. O que se vê lá hoje são lojas caríssimas e restaurantes, como o Café Florian, o mais famoso café de Veneza.
Outro ponto turístico localizado na área da praça é a Torre do Relógio (Torre dell’Orologio), um lindíssimo prédio do século XV que abriga um dos maiores relógios astronômicos do mundo.
Dica: Adjacente à Piazza San Marco fica a Piazzale San Marco, uma praça de menor porte que oferece ótima vista das ilhas localizadas do outro lado da lagoa. Ao caminhar pelas margens da lagoa, tendo o Palazzo Ducale (sobre o qual iremos falar a seguir) nas suas costas, você chegará ao Hotel Monaco Gran Canal, que tem um bar/restaurante com uma área externa, às margens da lagoa. É um ótimo lugar onde relaxar e aproveitar uma bebida longe do tumulto da praça, enquanto se contempla a vista estupenda da Chiesa della Salute, logo à frente, do outro lado da água.
Basílica de San Marco
Construída no ano de 1063, esta igreja é uma verdadeira jóia da arquitetura bizantina, e domina a paisagem da praça San Marco. A basílica é um tesouro raro, para o qual, na nossa opinião, não existe concorrente ou comparação, até mesmo porque seu estilo é único. Os detalhes dourados do prédio, tanto no seu exterior quanto no interior, são de tirar o fôlego e reluzem ao sol, bem como todo o mármore usado na construção e as belíssimas cúpulas azuis. É lá que ficam guardados os restos mortais de São Marcos, o Evangelista. E, o melhor de tudo: a entrada é grátis! Sem dúvida um dos melhores pontos turísticos de Veneza.
Apesar de sempre haver filas grandes na entrada, a espera nunca é muito longa, e, com certeza, você não se arrependerá se tiver que ficar lá por alguns minutos. Saiba que a entrada de turistas carregando bolsas grandes, como mochilas ou malas, é proibida, e você terá que deixar os seus pertences no Ateneo San Basso, localizado próximo da basílica e para o qual o caminho está sinalizado logo na entrada. Lembre-se também que não é possível entrar se você tiver os ombros à mostra, ou usando shorts ou saias curtas, por questões de respeito ao lugar sagrado.
Os detalhes dourados dos afrescos que estão por todos os lados, do teto às paredes, além do altar, são de tirar o fôlego. Indo na direção do altar, você encontrará outro ponto interessante a ser visto dentro da igreja, a Pala D’Ouro, que é uma peça que tem cerca de dois metros de comprimento (para ter acesso a esta parte da igreja é necessário pagar 2 euros), toda feita de ouro e pedras preciosas, considerada uma das mais refinadas obras de arte bizantina em existentes.
Não deixe de visitar também o Museu de São Marcos, que fica no nível superior da basílica (entrada EUR 4,00). Além de ter diversas peças de arte religiosa, o museu oferece vistas ótimas da nave da igreja, bem como da praça de São Marcos, a partir do pequeno terraço localizado do lado de fora.
Campanile (Torre Veneziana)
A Campanille, imensa torre veneziana que fica na Piazza San Marco oferece o que é, com certeza, a melhor vista que se pode ter de Veneza do alto (a não ser que você contrate um helicóptero, coisa que não se vê por lá). A entrada não é muito barata, custa 8 euros, mas vale cada centavo, principalmente se você é um aficionado em fotografia.
Apesar de o espaço no terraço de observação ser pequeno, os panoramas que se tem dos quatro cantos da cidade é deslumbrante. É de se achar que numa cidade antiga como Veneza os tetos dos prédios deveriam ser velhos ou descoloridos… Mas não, tudo é tão bem cuidado e feito para agradar aos olhos, que é difícil se ver até uma telha fora do lugar! A subida, de elevador, é rápida. Já a descida, é um pouco mais lenta, pois, geralmente, existe sempre mais gente tentando descer do que subir.
Palazzo Ducale
O Palácio Ducale era a residência do Doge, o dirigente e a pessoa mais poderosa de Veneza. Localizado logo ao lado da Basílica de São Marcos, o palácio tem uma arquitetura gótica impressionante. Não deixe de prestar atenção nas duas colunas de mármore vermelho que compõem parte da fachada do palácio. Era de lá que os nomes dos condenados à morte pela República eram anunciados.
O interior do palácio é de uma grandeza incomparável e é composto por diversos salões repletos de afrescos, como a Sala del Maggiore Consiglio (o Salão do Supremo Tribunal), que, além de ter pinturas de Veronese e Tintoretto, tem também uma varanda pequena que oferece vistas lindíssimas da lagoa e das ilhas de Sant Giorgio e Giudecca do outro lado. O preço do ingresso do palácio é um pouco salgado, custando EUR 14,00.
É possível comprar ingressos para diversos passeios em Veneza (inclusive passeios de gôndola) através da nossa parceria com a Viator, uma das maiores operadoras de turismo do mundo. E o melhor, o serviço é em português e você pode ver os preços em reais! Clique aqui para visitar o site.
Grande Canal
O Grande Canal é a “aorta” de Veneza, por onde flui a vida da cidade em todos os aspectos. Além de ser a maior via de navegação através da cidade, o canal tem às suas margens alguns dos prédios mais importantes, que, juntamente com a água, formam uma paisagem estupenda. Nos tempos áureos da cidade, as famílias mais importantes competiam para construir os mais belos palácios às margens do Grande Canal, e, se sua família fosse realmente poderosa, a única forma de demonstrar isto era construindo um palácio no canal.
O movimento de barcos e gôndolas, seja de dia ou à noite, em conjunto com a arquitetura fantástica da cidade, formam paisagens belíssimas, dignas de filme. Não deixe de conferir as diferentes vistas que se pode ter a partir das plataformas de partida das gôndolas e dos taxis aquáticos, que, em certas horas do dia, ficam vazias, permitindo-se caminhar até o final delas e ter um ponto menos obstruído de onde se pode observar o canal. O Grande Canal fica ainda mais belo ao por do sol, quando a luz da cidade muda totalmente.
Pegue um vaporetto e veja o canal a partir de um barco, de dia e à noite também. Além de custar bem menos que as gôndolas (que custam em torno de EUR 80,00 por um passeio de menos de uma hora), o passeio é geralmente feito em maior velocidade e costuma ser divertido.
Murano
Murano é uma das belíssimas ilhas que circundam Veneza, localizada a pouco mais de meia hora de vaporetto da cidade (dependendo do seu ponto de partida). Murano é mundialmente famosa pelos artigos de vidro que são produzidos lá, verdadeiras obras de arte de altíssima qualidade. Você pode encontrar artigos de decoração, de mesa e até lustres, e existem diversas lojas vendendo peças pelos mais variados preços. Murano parece uma versão em miniatura de Veneza, mas, mesmo assim, tem o seu próprio charme devido à produção de vidro que acontece na ilha. Além disso, a ilha tem diversas pracinhas onde os trabalhos dos artesãos do vidro ficam em exibição, bem como lindas igrejas e pontes. Com sorte, você até conseguirá ver os artesãos em ação! Uma dica: os restaurantes de Murano parecem ser bem mais em conta que os de Veneza. Portanto, se estiver visitando a ilha no horário do almoço ou próximo do jantar, não deixe de aproveitar para comer por lá e economizar um pouco.
Outro toque super especial de Murano são as flores que você verá nas varandas de alguns dos prédios. Cheias de cores e imaculadamente posicionadas, elas são diferentes de qualquer outra coisa que já vimos por aí: são todas feitas de vidro!
Há também excursões guiadas para Murano, Burano e Torcello, que te levam de barco direto para os pontos turísticos de cada ilha, por preços bastante acessíveis. Clique aqui para conferir a página.
Cemitério (San Michele)
A apenas 20 minutos de barco de Veneza, a ilha de San Michele abriga o famoso cemitério da cidade, uma das principais atrações turísticas de Veneza. O Cimitero é simplesmente lindo, e tem muros enormes e uma belíssima igreja que pode ser avistada de longe. De tão organizado, florido, colorido, e com sua arquitetura maravilhosa, o cemitério por vezes acaba deixando de parecer o que é… Lá ficam as mais espetaculares catacumbas em que as famílias dos venezianos mais importantes e ricos estão enterrados. San Michele tem um ar de jardim encantado, não de cemitério onde estão enterradas milhares de pessoas, algumas delas famosas, como o compositor Stravinsky. Tem-se a impressão de que, na tentativa de celebrar a vida daqueles que já se foram, os venezianos acabaram celebrando a beleza da sua cidade e o seu amor pela vida, como fizeram através da construção de outras jóias da arquitetura espalhadas por Veneza.
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Fonte: UOL

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